segunda-feira, 16 de abril de 2007








Hoje foi dia de trote na faculdade. Um certo professor fez uma observação (estupefato com toda aquela movimentação que contava com apitos, tambor e gente pintada por todos os lados cantando musicas estranhas) e disse: “Não sei porque o governo brasileiro ainda insiste em investir em universidades e não passa a investir em escola de samba. Será que os governantes ainda não perceberam que a vocação deste povo é para o batuque e não para os livros?”
Alguns podem achar a consideração do professor preconceituosa e injusta para com a capacidade intelectual do povo brasileiro. Outros, mais preconceituosos, podem justificar os batuques – presentes desde os trotes até nas passeatas de movimento estudantil – como uma influência da galera afro-descendente que entrou pelas cotas...
Sobre o assunto eu só posso dizer o seguinte: Não há quem sendo saudável dos ouvidos resista a uma batucada, ou não sendo cego consiga não se deixar encantar por uma belo rebolado e um samba no pé.
E vivam a mistura, o samba, o batuque e os primos!!!

2 comentários:

Priscilla Santos disse...

Eu concordo - guardando as devidas proporções da brincadeira - com esse(a) professor(a).. A questão é que nós brasileiros - ou o que se pareça com isso - conseguimos lidar bem com a seriedade baubúrdica. A gente estuda e batuca, batuca estudando, confraterniza, trabalha e constrói. Não vejo nada de mal nisso - de incivilizado talvez, mas não mal.

Carlos disse...

Apesar de não sambar (e muito menos rebolar) e nem batucar, concordo em termos.
Mas o verdadeiro problema não é o samba ou a batucada ou gostar (ou não gostar) de samba ou batucada. O problema é entender que cada um se expressa como quer (ou pode) e que regular a alegria alheia é o primeiro passo para querer regular o que não é da nossa competência regular.
A alegria é como a democracia. Podemos não concordar com as suas formas, mas temos que aceitá-las do jeito que são.