terça-feira, 8 de maio de 2007

Nada a dizer




Sabe, hoje estou num daqueles dias nos quais a gente não tem o que dizer ou escrever.

Aí, certamente, o meu querido amigo Macarrão - que em tem feito o favor de comentar todos os posts, com um tiquinho de sarcasmo e ironia sempre que possível - dirá: Qual é o motivo deste post então, herege?

A propósito do apelidinho carinhoso que ele me dá sempre (herege), quero sugerir-lhe um filme. O título é "Borat: o segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão viaja à América".


Na verdade não sou quem vai falar aqui hoje, mas minha amiga Priscilla (ela vai odiar isso).


É que ontem uns Sul-coreanos visitaram a FFP a propósito de uma parceria, ao que parece os caras estão interessados em fazer intercâmbio e tal. Espero sinceramente que eles não exportem terroristas pra São Gonçalo. A nossa faculdade é pequena, pobre, mas é pacífica!

Eu resolvi contar isso pra Priscilla, como se vê no diálogo abaixo:


Ana Luiza: _ Pris, você viu os coreanos que vieram aqui hoje?

Priscilla: _ Coreanos? Não vi.

Ana Luiza: _ É. Eles vieram pra fazer uma parceria...


Lembrando-se de que a faculdade está sem cantina, Priscilla rapidamente me interrompeu.


Priscilla: _ Ah! Por causa da cantina?


Confesso que a minha primeira reação foi achar aquilo um exemplo clássico de xenofobia. Mas, segundos depois, vi o quão brilhante foi aquela intervenção.

Realmente, que outro interesse poderia levar coreanos a uma faculdade em São Gonçalo senão abrir uma pastelaria no lugar da cantina?

hahahahah

Vivam os "sorrisos" coreanos.

6 comentários:

Feliz disse...

ela vai odiar isso... Ana, Ana! ai ai!

Carlos disse...

Já vi o filme. Você pode classificá-lo como um exercício de ironia judaica. O personagem do Borat Sagdiyev, o segundo melhor (o melhor sou eu) repórter do Cazaquistão é feito pelo senhor Sacha Baron Cohen, que também escreveu e dirigiu aquela obra tia (quase prima). Se você observar bem o nome do dignissimo ator, roterista e diretor, vai perceber que ele é tão judeu quanto Yom Kipur e kipá na sinagoga.
É por isso que nós, os judeus, somos "os caras". Além de não sermos hereges ainda tiramos uma onda com os preconceitos que os hereges sentem por nós.
A pastelaria abre quando?

Priscilla Santos disse...

Ela diz, segundos depois de na leitura, que sou brilhante tentando amenizar as coisas.. ou melhor, amenizar a visão dela da minha inocentíssima gafe. A visão dela é de que Priscilla é uma pessoa cruel, que subestima civilizações.... Quanto absurdo!
Quanto ao Borat: apelação. Espero ver logo Baron Cohen como Freddie Mercury. Macarrão, os judeus são, de fato "os caras"... acabo de contar a Ana de um namoradinho judeu que eu tinha que respeitava o Sabah - enquanto eu respeitava o Dia do Senhor - mas que tinha um sex appeal incrível.
Hoje pego o Melamed fácil. E também o Chan Wook Park - com pastéis e tudo.

Carlos disse...

Priscilla, o "shabat" (e não sabah - sabá é coisa de bruxas) é o dia do Senhor. Foi promulgado por Ele mesmo.
E, pelo que eu sei, não foi revogado.
Boa sorte com o Melamed e cuidado com esses coreanos. Eles só sabem comer com pauzinhos e, em matéria de higiene, como qualquer visita a uma pastelaria pode comprovar, não são lá muito fanáticos.
Shavuá tov (boa semana), Pequena Herege n° II.

José Roberto Pinto de Góes disse...

Brilhante. Os coreanos querem explorara cantina! E eu nem me dei conta. Brilhante. É a cantina!

Priscilla Santos disse...

temendo novas bordoadas
Macarrão. Realmente foi uma gafe gigante da minha parte... Sabah é o encontro das bruxas mas, compreenda - me perdoando - que convivo com tantos dias e encontros santos diferentes que às vezes falo bobagens imensas. Espero que os patriarcas não tenham ficado chateados.
Quanto ao "dia do Senhor", dizem que Ele outorgou. O problema é que outros dizem que o filho d'Ele - junto (ou se preferir) por intermédio de uns amigos bandaleiros - baixou uma MP corrigindo a carga horária semanal reservada ao Deus de Israel.
De qualquer forma, a coisa toda é formalidade humana. Sou herege e afirmo isso.
Quanto aos coreanos, sinto que não vou assistir ao Chinjeolhan geumjassi no cinema..pelo menos não nessa vida. Quanto a comida, o que não mata, fortalece.