segunda-feira, 25 de junho de 2007

Reuniões de família


A cada reunião de família descubro uma história nova e mais interessante. Fico lá a observar cada fala, cada gesto, como se meus parentes fossem cobaias de laboratório interanssantíssimas.
Passei um final de semana em família. O que sempre me parece uma filme de terror, desta vez, foi bem interessante. Tudo começou ontem pela manhã com um telefonema. era minha prima pedindo para ir tomar café na casa da minha tia porque Larissa (minha prima de 10 anos) tinha ficado "mocinha". Chegando lá, a menina estava desesperada: Nalu, eu até chorei, isso nunca tinha acontecido comigo, não pode ser normal sangrar assim!
Eu ri, e expliquei pra ela que era normal. Daí pra frente foi a briga da criança com o absorvente, um negócio muito estranho pra ela também.
Em seguida chegaram mais crianças, Maria Clara (9 anos) e Daniel (3 anos) ambos filhos do meu primo, e lá ficaram o dia todo. Maria clara também ficou muito espantada com sangramento da prima, mas logo disse a avó: é muito simples vovó, quando ela quiser voltar a ser criança é só ela tirar o absorvente...
Daniel não parava de dançar e gritar e correr.
é bem engraçada a maneira ágil como as crianças resolvem os "problemas", é tudo muito simples. O problema só existe quando é materializado. Isso me lembrou aquela brincadeira que as crianças pequenas fazem, de esconder o rosto. Para uma criança pequena, o fato de esconder o rosto- e não ver ninguém - é os suficiente para achar que não está sendo vista por ninguém.
Eu sabia que os membros da velha guarda da minha família eram interessantes, mas ainda não tinha atinado para os da ala das crianças.
Foi um domingo em família diferente, muito mais interessante, sem brigas e discussões, e com muita criança correndo enquanto e brincando, inclusive a Larissa quando esquecia que alguma coisa tinha mudado nela.

3 comentários:

Carlos disse...

Essa era uma das frustrações da minha infância. Não tinha família grande, com primos, primas e agregados para poder brincar e tirar os adultos do sério nas reuniões familiares. Eu fazia a minha parte, mas era sozinho e você pode imaginar que o barulho e as correrias não alcançavam um nível ideal.
E a sua prima Larissa está corretíssima: não é normal sangrar assim. Aliás, eu sempre desconfiei disso. Mas agora que uma de vocês confessou, eu posso declarar abertamente a minha opinião: com certeza não pode ser normal um ser que sangra todo mês.

Ana Luiza Paes Araújo disse...

ahaha
A minha familia é inacabavel. Quando penso que já conheço todos me aprece um primo que eu ainda não conhecia. E as mulheres são quem manda, aí já viu né.

Priscilla Santos disse...

isso me lembrou aquela frase:
não confio em mulheres. como confiar num bicho que sangra cinco dias e não morre?